Esta é uma expressão que o meu grande amigo Zé Pedro Cobra utiliza algumas vezes nas suas preciosas intervenções de desafio à consciência que oferece quer em contextos sociais quer cooperativos. Merece a nossa melhor reflexão e investimento. As nossas vidas sociais, politicas e económicas sofrem transformações vertiginosas e profundas, consequentes das mudanças permanentes e exponenciais com que somos confrontados todos os dias e em todo o lado. Porém, as nossas mentes mais lineares não conseguem acompanhar este ritmo avassalador e selecionar aquilo que nos faz sentido compreender e pôr em prática.

Intensifica-se a migração das populações para as grandes cidades que crescem sobretudo em altura. Nunca vivemos tão perto uns dos outros mas nem reparamos para os milhares de contemporâneos urbanos que dormem, comem, discutem, copulam e morrem a centímetros de nós. A sociabilidade sente-se como inversamente proporcional à densidade demográfica e estamos a perder a sensação de comunidade. Alienados da natureza, de relações verdadeiras com outras pessoas, de um trabalho produtivo e de nós mesmos, procuramos compensar o que não estamos a conseguir ser com aquilo que podemos vir a ter. Vivemos fechados nas nossas gaiolas douradas privadas e a forma principal de imaginarmos as outras pessoas e nos relacionarmos com elas cresce exponencialmente pela via tecnológica. Vivemos numa espiral viciosa de ansiedade lidando com tecnologia que afasta quem está perto apesar de aproximar quem está longe.

Esquecemos que fomos criados para criar, para produzir, para procriar.

Desprovidos de um propósito, de um sentido de vida, de ser, investimos em ter. Investimos em preencher os nossos vazios interiores com coisas exteriores, na busca do sucesso mas cuja felicidade consequente se desvanece num inesperado curto prazo. Preferimos as recompensas imediatas que conseguimos ver do que o retorno de longo prazo, que apesar de sustentável, lógico, maior e duradouro, não nos disponibilizamos por esperar. Persiste uma crise também de esperança e paciência e pressupomos, erradamente, que a vida das pessoas e das empresas será suficientemente duradora para depois corrigirmos tudo o que for necessário.

As gerações mais recentes, agora adultos e decisores, procuram adaptar-se melhor. Foram testemunhas e vitimas da crise económica mundial de 2007-2008, cresceram e aprenderam com: a instabilidade financeira; o nervosismo dos mercados; a queda dos bancos; a falência de muitas empresas de todos os tipos incapazes de pagar dívidas contraídas e sem agilidade de se adaptarem à mudança; as perdas de emprego e/ou poupanças da vida dos seus pais, investidas em bens que desvalorizaram dramática e inesperadamente. Os Millennials, como qualquer geração, no seu processo natural e habitual de construção do seu carácter procuram fazer melhor que os seus antepassados. Estes fazem mais perguntas, questionam muita coisa e lidam com informações globais facilmente obtidas através da disruptiva invenção que foi a internet, acessíveis na palma das suas mãos, a qualquer hora ou local, por smartphones milhões de vezes mais potentes e muito mais baratos que toda a capacidade computacional que a NASA utilizou para levar o homem à lua e até mais potente que o supercomputador Deep Blue da IBM utilizado em 1997 para vencer Garry Kasparov num jogo de xadrez que ficou para a história da humanidade.

Quem pensou que afinal o Mundo poderia mudar tanto em tão pouco tempo?

Fruto da sua aprendizagem, esta geração decide optar por não comprar as coisas mas sim ter acesso a elas (casa, carro e outros bens) e consequentemente eliminar todos os custos adicionais, prejuízos excessivos e amarras escondidas e associados à posse e ao endividamento, preferindo libertar capital, energias e tempo para cumprir com as suas ambições principais: experiências transformadoras, tarefas que criem valor e projectos que impactem o Mundo em algo melhor e mais sustentável. Preferem a partilha de recursos e em resposta crescem as soluções UBER, Airbnb, DriveNow, eCooltra, Lime e afins.

É crucial aceitarmos que “a mudança é a única constante da vida“ (Heráclito de Éfeso) e que actualmente a mesma acontece a um ritmo exponential e cada vez mais incerto. A incerteza é cada vez mais certa. Precisamos de maior capacidade de adaptação e agilidade para as empresas. Estas precisam de ser mais produtivas e mais competitivas. Já não basta sermos bons. Temos de ser excelentes. Isso conquista-se através do foco. Do investimento e desenvolvimento permanente das actividades principais, da contínua valorização das pessoas, na melhoria continua das suas respostas e não através da compra de bens secundários mas sim na melhor selecção dos parceiros que assegurem de forma eficaz e eficiente as respostas necessárias para cada desafio, para cada momento. Precisamos de cooperar mais. Foi com este propósito em mente que foi criada a MACHRENT. Uma empresa multinacional orgulhosamente 100% portuguesa que seleciona e partilha os serviços e equipamentos mais seguros, mais recentes e tecnologicamente mais evoluídos para cada situação, para cada prazo e para os mais diversos sectores de actividade: construção, industria, agricultura, organizações governamentais, distribuição, eventos, espaços verdes e floresta, etc.. Disponibilizamos acesso às melhores soluções sem necessidade de entrada de capital, endividamento e custos inesperados, libertando capital, tempo e energias para se investirem na melhoria dos processos e das pessoas que acrescentam valor. Partilhamos os equipamentos mais seguros, tecnologicamente mais avançados, menos consumidores e mais protectores do ambiente. Fazemos o nosso melhor todos os dias para que os países e clientes onde investimos sejam mais produtivos, mais ágeis e portanto mais capazes de se adaptarem às inesperadas e permanentes mudanças e a um futuro cada vez mais imprevisível.

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